7 Factos sobre a alergia alimentar em crianças

June 01, 2020

7 Factos sobre a alergia alimentar em crianças

É importante manter as crianças seguras. Sendo as alergias alimentares cada vez mais frequentes, neste Dia da Criança partilhamos 7 factos sobre a alergia alimentar em crianças.

 

  1. As alergias alimentares são frequentes nas crianças?

As alergias alimentares afetam cerca de 5-6% das crianças nos países ocidentais, tendo se assistindo nas últimas décadas a um aumento de casos, pelo que já são consideradas um problema de saúde pública em praticamente todos os países desenvolvidos. (1)

 

  1. Quais são as alergias alimentares mais comuns em crianças?

Cerca de 75% das reações alérgicas em crianças são causadas por ovo, amendoim, leite de vaca, peixe e frutos de casca rija, sendo que, na Europa continental, as alergias alimentares mais comuns em crianças são devidas a leite, ovos e amendoim (1, 2).

A alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a causa mais comum de alergia alimentar na população pediátrica nos países desenvolvidos, afetando 2% a 3% das crianças, sendo menor entre os bebés amamentados (0,5%). (3)

 

  1. Alergia ao leite ou intolerância?

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é mais comum em crianças do que a intolerância a lactose. Embora sejam ambas provocadas pelo leite, é importante distingui-las:

- A APLV é mais comum em crianças e envolve uma resposta do sistema imunitário, que reagem à proteína do leite como se tratasse de um agressor podendo levar a risco de vida.

- A intolerância a lactose é mais comum em adultos e envolve o sistema gastrointestinal, ocorrendo por falta de enzima (lactase) necessária à digestão de lactose (o açúcar do leite). (4,5)

 

  1. Quais são os sintomas de uma reação alérgica?

A alergia a alimentos pode manifestar-se de variadas formas, podendo afetar diferentes sistemas e órgãos, desencadeando desde reações ligeiras a muito graves que podem colocar a vida em risco.

Podem-se manifestar, por exemplo, através de atrasos no crescimento (em bebés e crianças) ou perda de peso, fezes com sangue e muco, manchas vermelhas e comichão na pele, eczemas, inchaço nos olhos e boca, dificuldade respiratória, vómitos, dor abdominal, cólicas, diarreia. (4)

 

  1. Como são diagnosticadas as alergias alimentares?

Em caso de suspeita de alergia deverá sempre contactar um médico, preferencialmente um imunoalergologista. O diagnóstico de alergia é feito, em geral, através testes de reação na pele e análises ao sangue. (4)

 

  1. Como se trata uma alergia alimentar?

O tratamento das alergias alimentares baseia-se na prevenção de reações pela eliminação da dieta dos alimentos e ingredientes responsáveis pela ocorrência dos sintomas. Para que a dieta seja eficiente é importante ter atenção redobrada na leitura da rotulagem dos alimentos e ter cuidados para evitar a contaminação cruzada na preparação de alimentos.

No caso de bebés alérgicos é recomendável que a mãe a amamentar faça também a mesma dieta, uma vez que as proteínas alérgicas que a mãe ingere passam através do leite materno. (4)

 

  1. Uma alergia alimentar que surge na infância é para toda a vida?

A persistência da alergia alimentar é variável e depende do alergénio alimentar específico (6). As crianças, em especial, podem superar uma alergia alimentar ao longo do tempo. Isso é comum em alergias ao leite, ovo, soja e trigo, sendo mais difíceis de superar as alergias a amendoim, frutos de casca rija, peixe, marisco e sésamo (7,8).

 

 

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NOTA IMPORTANTE: O conteúdo deste artigo é meramente informativo. Caso suspeite de algum tipo de alergia deverá procurar aconselhamento médico.

 

 

 

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(1) Vieira, R. (2015). Alergénios Alimentares: Um estudo sinóptico. Universidade Nova de Lisboa.

 (2) EAACI. (2012). Food Allergy & Anaphylaxis Public Declaration. European Academy of Allergy and Clinical Immunology.

(3) Lifschitz C, S. H. (2015). Cow’s milk allergy: evidence-based diagnosis and management for the practitioner. European Journal of Pediatrics, 174, 141-150.

(4) Grupo de Interesse de Alergia a Alimentos da SPAIC, 2019. Alergia Alimentar: conceitos e conselhos e precauções, 2ª Edição. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica com apoio da Thermo Fisher Scientific e Laboratórios BIAL.

(5) Turnbull, J. L., Adams, H. N., & Gorard, D. A. (2015). Review article: The diagnosis and management of food allergy and food intolerances. Alimentary Pharmacology and Therapeutics, 41, 3–25.

(6) Wang, J. (2010). Management of the Patient with Multiple Food Allergies. Current Allergy and Asthma Reports, 10(4), 271–277.

(7) FARE (Food Allergy Research & Education). Food Allergy Myths and Misconceptions. Disponível em: https://www.foodallergy.org/

(8) Tang, M., & Allen, K. (2017). Managing Kids’ Food Allergies for dummies (Allergy & Anaphylaxis Australia). John Wiley & Sons Australia, Ltd.



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