Alergénio: Ovo

novembro 13, 2019

Alergénio: Ovo

O ovo de galinha é um dos alimentos mais frequentemente responsáveis por reações alérgicas, particularmente em crianças (1). A alergia ao ovo pode manifestar-se de diferentes formas, mas após o diagnóstico é habitual retirar o ovo da alimentação.
O ovo para além de muito utilizado na composição de quase todos os produtos de pastelaria, pode estar presente nos mais variados alimentos, pelo que é importante saber que alimentos podem conter ovo e como identificá-lo na rotulagem.

A apresentação clínica da alergia ao ovo pode variar desde formas ligeiras a formas muito graves, de início muito rápido a mais tardio após a exposição ao ovo, podendo ocorrer por ingestão, contacto ou inalação de partículas do alimento.
As várias formas de alergia alimentar ao ovo podem classificar-se em:
a) mediada por anticorpos IgE - é a mais comum e com reação imediata (30 minutos e até 2 horas após exposição), com manifestações na pele e mucosas, gastrointestinais, respiratórias e/ou cardiovasculares, podendo ocorrer anafilaxia.
b) não mediada pelos anticorpos IgE - é uma reação habitualmente tardia, com início mais de 2 horas após a ingestão do alimento e, por vezes, de difícil diagnóstico. Pode manifestar-se por sintomas gastrintestinais, tais como vómitos e diarreia.
c) mistas – que envolvem simultaneamente mecanismos mediados e não mediados por IgE, tal como sucede na dermatite atópica e na esofagite eosinofílica. (1)

A clara e a gema possuem ambas alergénios relevantes, no entanto as proteínas da clara do ovo são apontadas como as responsáveis pela maioria das reações alérgicas a ovo, sendo elas a ovomucóide, ovalbumina (conalbumina), ovotransferrina e mais raramente lisozima. (1,2)
Algumas destas proteínas podem ser destruídas pelo calor, diminuindo a capacidade de serem identificadas pelo organismo como alergénio, mas outras que não o são. Isto explica que alguns doentes sejam apenas alérgicos ao ovo cru enquanto outros são alérgicos ao ovo cru e cozinhado, não tolerando alimentos que possam conter ovo, mesmo quando submetidos a altas temperaturas, como bolos e bolachas.(1,2)
Os ovos de diferentes espécies de aves são idênticos na sua composição proteica, por isso pode verificar-se reatividade cruzada em alérgicos ao ovo de galinha que desencadeiam reações alérgicas semelhantes com ovos de codorniz, peru, pata ou avestruz, sendo importante eliminar da dieta todo o tipo de ovos.(1,2)

O ovo e derivados estão presentes em diversos alimentos, de forma mais ou menos evidente, sendo por isso a leitura atenta dos rótulos essencial. O destaque na rotulagem de ovo e derivados é obrigatória nos produtos alimentares comercializados na Europa (3). Veja quais os alimentos que têm ou podem conter ovo e como identificar o ovo na rotulagem.

Alimentos que têm ou podem conter ovo: (1,4)


Como identificar o ovo na rotulagem: (4)
Ovo inteiro, gema e clara de ovo, ovo em pó desidratado, albumina, lisozima (E-1105), lecitina (E-322, pode ou não ser derivada de ovo), lecitina de ovo, apovitelina, aitelina, avidina, flavoproteína, globulina, livetina, ovoalbumina, ovoglobulina, ovotransferrina, conoalbumina, ovoglicoproteína, ovomucina, ovomucóide.

Os produtos Fidu não contêm ovo. Não manipulamos nas nossas instalações nenhum ingrediente que possa estar contaminado com ovo. Dessa forma, garantimos que não há contaminações cruzadas por vestígios e que os nossos produtos são seguros até para os mais sensíveis.
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Nota Importante: O conteúdo desde artigo é meramente informativo e não deve substituir as indicações médicas. Caso suspeite de que sofre deste tipo de alergia deverá procurar aconselha- mento numa consulta médica diferenciada de Imunoalergologia.


(1) Grupo de Interesse de Alergia a Alimentos da SPAIC, 2017. Alergia Alimentar: conceitos, conselhos e precauções, 1a Edição. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica com apoio de Thermo Fisher.
(2) Vieira, R. J. L. da S. (2015). Alergénios Alimentares: Um estudo sinóptico. Dissertação Mestrado em Tecnologia e Segurança Alimentar. Universidade Nova de Lisboa.
(3) Regulamento (UE) N.º 1169/2011 de 25 de outubro de 2011 do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia.
(4) Pádua, I., Barros, R., Moreira, P., & Moreira, A. (2016). Alergia alimentar na restauração. Lisboa: Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Direção-Geral da Saúde.